Inaê Moreira, Mestranda do PPGArtes/UERJ, é uma das selecionadas da 13ª edição da Bolsa ZUM/IMS

O Instituto Moreira Salles anuncia os dois projetos vencedores da 13ª edição da Bolsa ZUM/IMS. São eles: Doze flechas feitas de água, da artista Inaê Moreira; e Travesteen, da artista Yná Kabe Rodríguez.

A comissão julgadora da Bolsa ZUM/IMS selecionou os ganhadores da décima terceira edição depois de avaliar cerca de 650 projetos de todas as partes do país. Inaê Moreira e Yná Kabe Rodríguez receberão bolsas no valor de R$80 mil, cada uma, e desenvolverão seus projetos durante oito meses, orientados pela área de Arte Contemporânea do Instituto Moreira Salles. Parte do resultado final dos projetos será incorporada à Coleção Contemporânea do IMS, ao lado de obras dos projetos vencedores da Bolsa ZUM/IMS em anos anteriores.

O júri deste ano foi formado por Diane Lima, cocuradora da 35a Bienal de São Paulo; Júlia Rebouças, diretora artística do Inhotim (MG); Horrana Santoz, curadora vinculada à diretoria artística do IMS; Daniele Queiroz, curadora da área de Arte Contemporânea do IMS e Thyago Nogueira, coordenador da área de Arte Contemporânea do IMS.

Em Doze flechas feitas de água, Inaê Moreira construirá, em colaboração com sua irmã e cineasta Safira Moreira, um conjunto de imagens e paisagens sonoras feitas entre as margens de Salvador, no Brasil, e Ouidah, no Benin. Tendo o mar e as travessias atlânticas como ponto de partida, as artistas desvelam paralelos da memória e espiritualidade da diáspora negra entre os dois países.

Em Travesteen, Yná Kabe Rodríguez subverte o imaginário das revistas adolescentes da primeira década dos anos 2000 para reunir uma investigação imagética da história das travestis e da luta contra o epistemicídio, mapeando como a mídia e a cultura audiovisual brasileira perpetuaram a transfobia institucionalizada, ao mesmo tempo em que destaca a resistência e a luta por direitos trans.

Inaê Moreira é artista formada em dança, diretora e performer. Pós-graduanda em Artes Visuais pela UERJ, desenvolve pesquisas a partir de memórias negras, criando espaços coletivos de criação e fabulação. Atualmente vive entre o Rio de Janeiro e a mata atlântica do sul da Bahia.

Yná Kabe Rodríguez é artista, curadora e pesquisadora, mestra formada pela UnB na linha de pesquisa Métodos e Processos em Arte Contemporânea. Atua entre a produção cultural e ativismo LGBTQIA+. Combina prática artística com gestão de projetos culturais, curadoria independente e desenvolvimento de iniciativas educacionais disruptivas. Seu trabalho integra pesquisa, performance e pedagogia crítica, com foco em práticas indisciplinares e epistemologias transvestigeneres.

Fonte: https://revistazum.com.br/bolsa-zum-ims/selecionadas-bolsa-zum-ims-2025/