Percursos Latinex de Pesquisas em Arte

Como participante do Programa CAPES Move La America, o Programa de Pós-graduação em Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro [UERJ/PPGArtes] apresentou, entre os dias 24 e 25 de junho de 2025, o seminário Percursos latinex de pesquisas em arte, organizado pelas professoras Denise Espírito Santo e Eloisa Brantes Mendes. O seminário contou com a participação de mestrandos e doutorandos brasileiros e estrangeiros, esses contemplados pela bolsa-sanduíche do programa Move La America.
Percursos latinex de pesquisas em arte teve por objetivo registrar e fortalecer ações de intercâmbio, incentivar partilhas das pesquisas em curso e investir em mobilidade internacional de estudantes, professores da pós-graduação do Brasil e dos países latino-americanos. Os encontros proporcionaram debates sobre processos de estudos e inserção das pesquisas nos diferentes ambientes acadêmicos, culturais e políticos que habitamos. A junção dos termos “percursos” e “latinex” norteou as conversas, provocando diferentes modos de articulação de nossas pesquisas com questões políticas que mobilizam artistas, pesquisadores, professores e ativistas nos países das Américas. Até que ponto as fronteiras territoriais delimitam distâncias e proximidades? Como o Brasil se insere na América Latina?
Latinx é um termo, utilizado nos EUA, para descrever pessoas com descendência ou laços culturais com a América Latina.1 A grafia alternativa que insere um “x” ao invés da palavra “latino/a”, propõe uma forma neutra que escapa à binaridade de gênero e corrobora com a diversidade de identidades que cercam esses sujeit_s, esculpidos nas fronteiras do norte global e muitas vezes estrangeiros em seus próprios territórios de origem.
Existem polêmicas em relação ao uso do termo Latinx como “imperialismo linguístico”, pois na estrutura da língua espanhola o X é incompreensível. Neste sentido, Gilbert Guerra e Gilbert Orbea denunciam a imposição do ideal americano que ao optar pelo X, como marca de neutralidade, exclui as pessoas nativas da América Latina sem fluência na língua inglesa. Outra crítica ao uso do termo é a redução do seu uso ao circuito acadêmico, ou seja, as pessoas não binárias, queer e LGBT não se auto nomeiam latinx.
Modos de fazer: como pesquisar artes em tempos de crise(s)

Na sétima edição do Seminário de Pesquisadores do PPGArtes-UERJ, nos perguntamos sobre as diversas maneiras de produzir pesquisas teóricas, históricas e práticas no heterogêneo campo das artes, bem como as diversas crises (políticas, econômicas, ambientais, de representação…) que atravessamos, tanto dentro quanto fora dos espaços universitários.Nossa pergunta aponta para esse espaço, entre o limite e a e configuração, que a ideia de crise evoca. Mas aponta também para os diversos modos de pensar e fazer pesquisa em artes, alguns caminhando ao encontro de um modelo convencional de pesquisa científica, outros subvertendo esse modelo
Arte e Cultura – Ensaios

Vozes distintas e autônomas se cruzam para compor o livro Arte e cultura – Ensaios e apresentar uma ampla reflexão sobre os caminhos da produção artística e cultural atuais. Organizado pelo escritor e pesquisador Maurício Barros de Castro, o livro reúne os autores em torno das linhas de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPGArtes-UERJ). Os 24 ensaios de pesquisadores e professores, muitos deles também artistas, percorrem questões como linguagem, performatividade, sujeito, cidade, imagem, escrita e alteridade.